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terça-feira, 28 de julho de 2015

On 16:30 by Gazaniga in     No comments


Sorvete de morango, música tibetana, panquecas, sexo selvagem, um cão que não era bem um cão, uma viagem a Vênus, sondas dolorosas, um misterioso mapa, um divórcio e um copo de chá quente: o que tudo isso tem em comum? Você pode se sentir muito inclinado a responder "nada". Mas estaria errado. Muito errado, na verdade. De uma forma ou de outra, todos tiveram um papel a desempenhar em algumas das mais estranhas, loucas e totalmente bizarras histórias de OVNIs de todos os tempos. Sim, às vezes encontros alienígenas não são simplesmente fantásticos e de cair o queixo. Eles são simplesmente ridículos!



Aonde nenhum homem jamais foi




Se você vai ter um encontro com um alienígena, com certeza não será melhor do que o de Antônio Vilas-Boas. Em 1957, segundo Vilas-Boas, ele foi levado a bordo de um disco voador e apresentado a uma mulher do espaço que estava pronta para uma relação inter espécies. Vilas-Boas não se importou: sua gata interestelar era cheia de curvas, do tipo supermodelo e já estava nua. Ainda melhor, quando ele terminou, ela nem sequer pediu para ficar de conchinha ou conversar. Em vez disso, Vilas-Boas foi deixado em casa para que pudesse ter uma boa soneca! Perfeito!

Aliens amam sorvete




No final de 1980, uma série de fontes obscuras do governo dos EUA começou com histórias de visitas alienígenas à Terra e conspirações no estilo Arquivo X. Muito justo, e nada impossível, podemos dizer. Mas esses delatores realmente foram longe demais quando disseram que nossos supostos vizinhos extraterrestres gostavam de sorvete de morango e música tibetana! Não, nós realmente não estamos inventando nada. Mas talvez os que contaram as histórias estivessem. Seja qual for a verdade, estaríamos muito mais impressionados se a ideia de diversão dos alienígenas fosse um prato grande e saboroso de feijoada, um pacote de BIS e Legião Urbana.

Mapeando um mistério




Em 1961, a pesquisas ufológicas mudaram quando um casal estadunidense, Betty e Barney Hill, alegou ter sido levado a bordo de um disco voador e submetido a dolorosas experiências médicas. Assim nasceu o fenômeno da abdução alienígena. Mas o caso Hill não foi apenas de loucos momentos. Os aliens mostraram a Betty um mapa de suas rotas de viagem por toda a galáxia. É isso mesmo: o tipo de coisa que você compra em um posto de gasolina numa BR qualquer quando perde a saída para a próxima rodovia. Podemos ouvir os alienígenas agora: "Vire à esquerda na próxima estrela" ou "Ei, olhudo, o mapa está de cabeça para baixo!"

Panqueca voadora não identificada




Os ufólogos sugerem que alienígenas poderiam estar nos visitando por muitas razões: para assumir o planeta, advertir-nos sobre nossos caminhos bélicos ou simplesmente nos eliminar. Ou talvez eles queiram compartilhar suas dicas culinárias. Hein? Em 1961, foi isso que afirmou o fazendeiro Joe Simonton, de Wisconsin, nos Estados Unidos. Quando os alienígenas desembarcaram, eles não o vaporizaram com suas armas de raios. Porém, deram-lhe um prato de saborosas panquecas! E veja só, a Força Aérea ao ouvir a história, não deixou passar. Eles realmente lançaram uma investigação completa. O Pentágono sabe algo que nós não sabemos? Será esse ET um fã da Ana Maria Braga?



Do deserto para o despejo




Muito poucas pessoas podem dizer que o encontro com um ET acabou com seu casamento. Mas isso é exatamente o que um homem chamado Truman Bethurum afirmou em seu livro "Aboard a Flying Saucer" ("A bordo de um disco voador", em tradução livre). De acordo com Bethurum, em 1952 e 1953, enquanto trabalhava no deserto de Nevada, nos EUA, ele teve uma série de encontros com uma mulher que veio das estrelas, do estilo de Pamela Anderson, chamada Aura Rhanes, a qual Bethurum descreveu como "cheia de curvas e linda". Sua esposa não ficou tão contente com a incrível Aura e pediu o divórcio. Bethurum ficou arrasado e Aura foi para casa. Infelizmente, não houve um ménage interplanetário para Truman.

Um ET colocando sonda




Se você tivesse dito aos investigadores de OVNIs há 50 anos, que meio século depois eles estariam investigando os traseiros daqueles que dizem ter encontrado alienígenas, teriam rido de você. Hoje isto não aconteceria. Bem-vindo ao estranho e, reconhecidamente, histérico mundo da sonda anal. Sim, nossos amigos extraterrestres são, aparentemente, bastante fãs da "ação por trás": numerosos "abduzidos" afirmam terem sido picados e recebido sondas em um determinado lugar onde os ETs não deveriam estar sondando e cutucando. É hora de avistadores de OVNIs chegarem ao fundo de tudo isso e pararem de perder tempo. Um pensamento: seriam os alienígenas de "Urânus"?

Perseguindo alienígenas




Maluca é uma coisa. Histericamente absurda é outra completamente diferente. Diga "olá" para Buck Nelson e seu cão de Vênus. Na década de 1950, disse o fazendeiro do Missouri, nos EUA, ele se reuniu com um grupo de venusianos que trouxe o cão, Bo, para passear. Falando que já fez viagens a Marte e ao planeta natal do alienígenas, Nelson tornou-se uma pequena celebridade quando publicou um livro sobre suas viagens ao redor do sistema solar. Nelson também fez uma boa grana com a venda de pequenos pacotes do que ele dizia ser os pelos de Bo. Mas ninguém parecia perguntar por que eles eram tão parecidos com os pelos de seu próprio cão.

Rasgado!




A história de 1950 de Harold Berney e Pauline Goebel é tão louca quanto trágica. Ele era um vigarista frio à procura de dinheiro. Ela era uma alma solitária em busca de companhia. E eles se cruzaram quando Berney convenceu Goebel a doar uma quantia substancial de suas economias. O motivo: Berney alegou que precisava de dinheiro para construir uma nave espacial e voar a Vênus para sair com seus amigos alienígenas. Incrivelmente, confiando nele, Pauline lhe entregou cerca de US$ 40 mil. Felizmente, o FBI foi logo no rastro e Berney acabou na cadeia. Serve de alerta.

Evitando a destruição atômica




Você pode pensar que o homem responsável por ocupar, de 1973 a 1975, o posto de vice-comandante em chefe do Comando de Ataque da Força Aérea britânica, estaria livre de histórias malucas sobre OVNIs. Não é bem assim. Sir Peter Horsley foi esse homem e afirmou que conheceu em um apartamento de Londres, nada menos que um alienígena de aparência muito humana chamado sr. Janus. Com uma agradável e amigável xícara de chá, eles discutiram a ameaça das armas nucleares. Devemos ficar felizes ou lamentar que esse homem tenha sido um dos poucos que tiveram o controle dos botões vermelhos que teriam bombardeado os soviéticos?

Um mistério de código morse




Mildred e Maria Maier eram duas senhoras de idade que, no auge da Guerra Fria, chocaram toda a CIA. A dupla ganhou uma pequena fama em sua juventude quando passou um tempo nos palcos atuando. Mas elas andaram declarando ter interceptado sinais de alienígenas. Os agentes secretos do governo dos EUA ouviram a história e fizeram uma visita à dupla. Longe de serem intimidadas pelos Homens de Preto, Mildred e Marie começaram a entretê-los com as histórias de seus anos no teatro. Os sinais alienígenas: apenas um teste de código morse de uma estação de rádio próxima. Perturbador.




terça-feira, 2 de junho de 2015

On 13:13 by Gazaniga in     No comments


Se você acha que sua primeira vez está se aproximando, saiba que é comum bater nervosismo, insegurança e preocupação sobre o que vai acontecer antes, durante e depois do ato. Dúvidas sobre o funcionamento do corpo também são naturais. Mas nada disso deve ser encarado como um bicho de sete cabeças. Mesmo quem já tem experiência pode ficar ansioso. Então, saber o que não deve fazer já é um ponto positivo no início de sua vida sexual.

Não se preparar




Depois que acontecer, será sua primeira vez para sempre. A maioria dos homens não liga tanto para isso. As mulheres, sim. É por isso que elas precisam sentir-se preparadas, seguras e confiantes. O ideal é que escolham o parceiro e não sejam escolhidas por ele. Caso se sinta pressionada, não hesite em dar um fora no rapaz. Se ele realmente quiser ficar com você, entenderá seu tempo e esperará sem problema algum.

Ignorar o corpo




Os homens costumam conhecer melhor o próprio corpo, pois é natural eles se tocarem ainda na adolescência. Para as meninas, ainda é um tabu. Muitas não aprendem a lidar com o corpo e o prazer. Quando começar a entender do que gosta e em qual parte prefere ser tocada, a garota terá mais confiança para se entregar e ficará mais à vontade entre quatro paredes. O autoconhecimento não faz mal para ninguém. Pratique!

Não escolher o lugar




Você está preparada para seguir adiante. Já se sente confiante e à vontade. Mas se não escolher o melhor lugar para o encontro, correrá o risco de desistir na hora H. Lembre-se de que o ambiente também contribui para a forma como você se sentirá. Sexo no carro, na balada, escondido no banheiro ou em locais onde não há privacidade suficiente deve ser deixado para quando já estiver com mais experiência. Na primeira vez, procure um lugar tranquilo como sua casa, um hotel ou mesmo um motel.

Não tomar cuidados pessoais




A higiene é essencial para que a relação sexual entre vocês possa rolar da melhor maneira possível. Tomar um bom banho, usar um perfume cheiroso e escovar os dentes é básico e fundamental. Depilar-se também pode ser uma boa opção. As dicas valem para homens e mulheres. Cuidados com o corpo todo são importantes. Lembre-se de que no sexo a interação é completa e não somente entre os órgãos genitais.

Exagerar no álcool




O álcool pode ajudar a desinibir um pouco. Você fica mais solto e a tensão diminui. Porém, saiba que se passar do ponto, pode virar uma tragédia. No caso do homem, é normal que perca total interesse no sexo. Isso também pode acontecer com a mulher. Então, caso seja sua primeira vez, é melhor não ingerir álcool. Desta forma, você poderá aproveitar todos os momentos e ter uma boa recordação desse momento único.

Inventar moda




Sabe quando você começa a fazer alguma coisa e já acha que pegou o jeito? Então, não faça isso. Primeiramente, não se esqueça de dar valor às preliminares. Troque carícias e não tenha pressa. Aproveite a ocasião para viver cada minuto. Você ganhará mais intimidade com o parceiro e se sentirá mais livre. Outra dica, não invente de imitar situações vistas em filmes pornográficos. Quando se está aprendendo, o melhor é fazer o básico para depois pensar em posições diferentes. Sua preocupação deve ser sentir e dar prazer.

Não usar preservativo




Pode parecer loucura, mas o fato de não usar preservativo na primeira vez é muito mais comum do que se imagina. Apesar de existir muita informação, alguns jovens ainda acham que não serão contaminados por doenças sexualmente transmissíveis pelo simples fato de serem virgens. Mas o que eles esquecem é que o parceiro pode ter alguma doença, mesmo que não tenha tido outras experiências sexuais. Além disso, vale ressaltar que as DSTs são transmitidas não apenas por contato sexual. Então, use camisinha para prevenir doenças e como método anticonceptivo.

Ligar para um táxi




Vocês já tiveram o contato íntimo. O sexo foi bom. E agora? Vai ligar para o táxi e mandar o rapaz embora? Calma... Não é necessário sair correndo. Você pode sugerir um banho a dois ou ficar deitadinhos enquanto recuperam as energias. Mas não insista. Por não conhecer tão bem o parceiro, ele pode pensar, por exemplo, que você acha o sexo sujo. Outra sugestão é comer alguma coisa, nada muito pesado, ainda mais se vocês quiserem continuar a "brincadeira".

Não ligar no dia seguinte




Se for a primeira vez do seu parceiro, não deixe de se comunicar em hipótese alguma. Ligar, dar atenção, mostrar carinho e que você gosta da pessoa com quem passou aquele momento é importantíssimo. Não só para continuar seu relacionamento, mas por uma questão de respeito em relação à pessoa e ao momento compartilhado por vocês.

Achar culpados




É natural que se criem altas expectativas em torno da primeira vez. Achar que vai ser perfeito, lindo e maravilhoso pode ser um erro. Ainda mais se for a primeira vez dos dois. Como muitas atividades da nossa vida, somente a prática leva à perfeição. Sem contar que a ansiedade pode atrapalhar. Vale a pena refletir se a transa requer uma segunda chance. Provavelmente, depois será muito mais fácil e prazeroso.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

On 07:45 by Gazaniga in     No comments


Além de serem pessoas consideradas à frente de homens e mulheres de seu tempo, os grande pensadores brasileiros fizeram questão de colocar em prática toda a teorização acadêmica. E assim, entraram para a História. Aconteceu com Paulo Freire e seu método revolucionário de alfabetização. E também com Darcy Ribeiro e obras como o Parque Nacional do Xingu ou mesmo a construção da Universidade de Brasília. Nas mentes brilhantes do Brasil, ação e prática sempre andaram juntas.

Ruy Barbosa




Juiz, diplomata, escritor, filólogo, orador e tradutor de obras literárias. As habilidades do pensador Ruy Barbosa (1849-1923) são muitas. Um dos mais brilhantes intelectuais brasileiros, ele ajudou a organizar a república brasileira. Foi um dos principais defensores da causa abolicionista e da garantia dos direitos individuais dos cidadãos. Ruy Barbosa teve uma grande carreira política como deputado, senador e primeiro ministro da Fazenda depois da Proclamação da República (1889). Seu nome ficou conhecido internacionalmente depois da Conferência de Paz em Haia, na Holanda, em 1907. Defendendo o princípio da igualdade entre os países, Ruy Barbosa era chamado como "o águia de Haia".

Florestan Fernandes




Um dos mais importantes sociólogos que o Brasil já teve, Florestan Fernandes (1920-1995) teorizou assuntos diversos que vão desde a organização social dos índios tupinambás até os dilemas da sociedade subdesenvolvida no sistema capitalista. Defensor dos movimentos sociais como condição essencial para um ambiente democrático, o sociólogo foi perseguido pela ditadura militar e foi obrigado a deixar o País em 1969. Na ocasião, ele deu aulas nas universidades de Columbia e Yale, nos Estados Unidos, e na Universidade de Toronto, no Canadá. Uma das contribuições mais importantes de Florestan foi a reinvenção da pesquisa sociológica nacional graças a um modo de pensamento crítico e analítico que não existia até então.

Paulo Freire




Na lista dos grandes nomes de pensadores nacionais não poderia deixar de figurar o nome do filósofo e educador Paulo Freire (1921-1997). Dono de uma obra vasta, Freire influenciou o pensamento crítico em todo o mundo graças a seu método de trabalho. Conhecido como método Paulo Freire, essa técnica pedagógica contribuiu para a educação de milhões de crianças e adultos em todo o mundo. De acordo com Freire, é preciso formar cidadãos capazes de pensar por si próprios em vez de meros estudantes que decoram frases e fórmulas. Freire foi o brasileiro mais homenageado por instituições estrangeiras, com 41 títulos de "Doutor Honoris Causa" de universidades como Harvard e Oxford.

Darcy Ribeiro




O antropólogo mineiro Darcy Ribeiro (1921-1997) foi um grande defensor da causa indigenista. Antes de organizar o primeiro curso de pós-graduação em Antropologia, em 1955, ele produziu estudos com a Unesco e a Organização Internacional do Trabalho. Darcy Ribeiro criou o Parque do Xingu, fundou o Museu do Índio e foi um dos criadores da Universidade de Brasília, em 1961. Depois de ser perseguido pela ditadura militar, atuou como professor em diversas universidades sul-americanas. Seu livro mais influente é "O Povo Brasileiro", estudo que aborda a formação do Brasil tendo em vista cinco grandes grupos étnicos: o sertanejo, o crioulo, o caboclo, o caipira e o sulino.

Celso Furtado




O economista brasileiro Celso Furtado (1920-2004) é considerado um dos mais brilhantes intelectuais de todo o século 20. Teorizando sobre estados desenvolvidos e subdesenvolvidos, Furtado ousou divergir da teoria dominante do papel onipresente do Estado na economia. Nascido na Paraíba, concluiu doutorado em Economia na Universidade de Sorbonne, na França. Em seguida, mudou-se para o Chile, onde fez parte do CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), órgão da ONU criado para incentivar a cooperação econômica. Em sua obra mais famosa, "Formação Econômica do Brasil", Furtado buscou elementos na História da Economia do Brasil para encontrar as raízes dos problemas que o País estava vivendo.

Caio Prado Júnior




Caio Prado Júnior (1907-1990) foi o primeiro historiador a utilizar as ideias de Karl Marx no estudo da História do Brasil Colonial. O paulista foi um intelectual com grande participação política. Até que, decepcionado com as formas de governo na chamada República Nova (1946-64), o historiador se aproxima do marxismo utilizando-o como ferramenta de pesquisa intelectual. Sua obra-prima é o livro "Formação do Brasil Contemporâneo - Colônia", na qual ele analisa os conhecimentos históricos a partir da ótica da época, um posicionamento que não havia entre os historiadores brasileiros de então. Por isso, a obra se estabeleceu como um completo quadro do Brasil Colônia.

Madre Cristina




Madre Cristina (1916-1997) foi uma pensadora brasileira que ousou relacionar psicologia e religião para enfrentar os abusos cometidos pelos homens. Ela estudou Filosofia, Pedagogia e Psicologia, além de integrar a Congregação de Nossa Senhora - Cônegas de Sto. Agostinho. Para ela, a Igreja devia se voltar totalmente às causas sociais e assumir uma proposta revolucionária na sociedade. Engajada politicamente, ela ajudou a organizar a Juventude Universitária Católica (JUC) e atuou na União Nacional dos Estudantes (UNE) nos anos 1960. Fez estudos pioneiros em psicodrama e terapia de grupo. Nos anos 1970, fundou o Instituto Sedes Sapientiae, uma instituição aberta às discussões sociais

Otto Maria Carpeaux




Austríaco naturalizado brasileiro, o crítico literário Otto Maria Carpeaux (1900-1978) veio ao Brasil com sua esposa em 1939, pouco antes da explosão da Segunda Guerra Mundial. Escrevendo para o jornal carioca Correio da Manhã, Carpeaux provou ter talento e erudição para relacionar autores que eram pouco conhecidos do público brasileiro. Foi o início de uma prolífica carreira como crítico literário. Enquanto rabalhaca como diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas, ele publicou sua obra mais importante. Em "História da Literatura Ocidental", traduzido no mundo todo, Carpeaux analisa de forma inovadora a obra de mais de oito mil escritores.

Gilberto Freyre




O pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987) integra a galeria dos grandes sociológos do mundo. Sua obra-prima é "Casa Grande e Senzala", livro publicado em 1933 que contestava grande parte das ideias então vigentes na classe intelectual brasileira. Contra as doutrinas racistas de branqueamento, Freyre mostrou que o determinismo climático ou racial não tiveram nada a ver com o desenvolvimento do País. Grande parte da pesquisa dele foi feita via relatos orais e documentos pessoais do próprio autor, métodos incomuns na historiografia brasileira. Freyre recebeu o título de "Sir", uma honraria distribuída pela coroa britânica direto das mãos da Rainha Elizabeth 2ª.

Sérgio Buarque de Holanda




Pai do cantor Chico Buarque, Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) foi um dos mais destacados historiadores que o Brasil já teve. Como jornalista e intelectual, participou ativamente do Movimento Modernista de 1922 e passou a trabalhar em diversos jornais do País. Em 1936, Sérgio Buarque publicou sua obra mais famosa: "Raízes do Brasil". Esse trabalho de fôlego aborda características centrais da História do Brasil tendo como base o processo de formação da nossa sociedade. Para ele, o legado colonial dos portugueses precisa ser vencido para estabelecer uma democracia política efetiva no Brasil.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

On 09:21 by Gazaniga in     No comments



O português é um dos idiomas mais complexos e, por isso mesmo, complicados. As muitas regras — e, ao longo do tempo, mudanças delas — nos fazem ter dúvidas na hora de escrever, falar ou completar frases aparentemente simples. O brasileiro tem também muitos vícios de linguagem e expressões regionais que confundem ainda mais e geram dúvidas. Para ajudar a desfazer um pouco a bagunça nas nossas cabeças, escolhemos algumas palavras que costumam causar muita confusão.

Uma pizza de "mussarela", por favor




Encontrou algo estranho na frase acima? Não? Acontece que "mussarela" não se escreve assim. Uma das grandes dúvidas da língua portuguesa é como escrever o nome do popular queijo. Apesar do uso comum utilizar os dois 's', a norma culta utiliza o 'ç'. Mesmo aparecendo em alguns dicionários, a primeira forma não está no vocabulário ortográfico da Academia Brasileira de Letras. Nele, as formas corretas para a palavra são duas: "muçarela" e "mozarela". Sua pizza nunca mais será a mesma!

Temos que ficar alerta, ou alertas?




A palavra "alerta" gera bastante confusão quando colocada no plural. A razão é que, assim como muitas palavras no vocabulário português, ela abrange dois sentidos: pode ser um advérbio (ex.: permanecemos alerta) ou um substantivo (ex.: os alertas estão ligados). Ao observar os exemplos dados, repare que, quando advérbio, a palavra não muda sua forma, portanto não vai para o plural. Por isso, o correto é "Temos que ficar alerta".

Vimos bastantes pessoas conhecidas no museu




É comum que as pessoas utilizem apenas a forma invariável da palavra "bastante" por achar que o termo nunca se flexiona. Essa é mais uma palavra que tem sentidos diferentes: pode ser advérbio ou adjetivo. Advérbios nunca se flexionam, mas adjetivos, sim. Para fazer o tira-teima, substitua a palavra por "muitos/muitas". Se a frase seguir correta, então "bastante" tem função de adjetivo e deve ser flexionado no plural (bastantes). Ex.: Eles comem bastante/muito — advérbio. Exemplo: Vimos bastantes/muitas pessoas conhecidas no museu — adjetivo.

60% das pessoas fazem algo que outros 30% não fazem




Ao escrever um texto ou frase que contenha porcentagem, muitas vezes não paramos para pensar e avaliar como usar corretamente a palavra que a segue. É importante destacar que "cento" é do gênero masculino e todo artigo ou adjetivo que estiver relacionado a ele deve vir flexionado de acordo. Muitas vezes, o que acontece é que relacionamos a palavra anterior ao complemento. Por exemplo, numa frase como a do título, "60% das pessoas fazem algo que outros 30% não fazem", o correto é outros. Acontece que são 30 por cento das pessoas, e não 30 pessoas — na primeira oração, o núcleo da expressão é a porcentagem; na segunda, é "pessoas".

Trata-se ou Tratam-se de assuntos interessantes?




Na frase acima temos um sujeito indeterminado. A partícula "se" funciona como uma terceira pessoa oculta. Existe uma dificuldade em saber quando colocar o verbo variando de acordo com seu predicado — já que o sujeito não aparece — e quando não colocar. Neste caso, a frase correta começa com "Trata-se". A questão é simples: existe um sujeito e o verbo concorda com ele. Uma dica é prestar atenção na preposição: toda vez que aparecer alguma, há um complemento, e o verbo não concordará com ele. Outro exemplo: Precisa-se de faxineiras — preposição "de".

Vende-se ou Vendem-se sapatos?




Toda vez que um verbo estiver na voz passiva, ou seja, que a ação seja praticada pelo predicado (chamado de agente da passiva), deve concordar com ele. Portanto, no título, a forma correta seria: "Vendem-se sapatos". Para ajudar, coloque o verbo "ser" e veja se ele vai para o plural: sapatos são vendidos. Outros exemplo: "Dão-se aulas de violão"; "Aulas de violão são dadas". Atenção: nenhum verbo transitivo indireto (que precisa de preposição) pode ir para o particípio. Exemplo: "Precisa-se de faxineiras" — "precisar" é transitivo indireto e, portanto, não se pode dizer "Faxineiras são precisadas".

Podem utilizar o bebedouro à vontade




A palavra "bebedouro" é a correta, não "bebedor", como dito por algumas pessoas. O sufixo "dor" se relaciona a quem faz a ação, portanto bebedor é quem bebe, e bebedouro é onde se bebe. É muito comum haver essa troca de sufixos no uso popular. Outros casos semelhantes podem ser citados, como: "babadouro", em vez de babador; "matadouro", em vez de matador; "escorregadouro", em vez de escorregador. Sabia dessas?

Tinha falo ou falado? Tinha pego ou pegado?




Você talvez já tenha ouvido "tinha falo", em vez de "tinha falado", mas essa forma está errada. Muita gente acredita que ela está correto porque outros verbos semelhantes adotam forma parecida. Nesse caso, a forma verbal "falo" só se refere à primeira do singular do presente do indicativo: "eu falo". No outro caso, "tinha pego" é dado muitas vezes como a expressão correta, mas as duas formas são admitidas na norma culta: "tinha pego" ou "tinha pegado".

Entregue ou Entregado




O verbo "entregar" é mais um que admite duas formas no particípio - entregue e entregado. O problema aqui é: quando usar cada um? A dica é simples: com os verbos "ter" e "haver" usa-se "entregado". Já com os verbos "ser" e "estar", "entregue". Seguem alguns exemplos: "Gustavo não havia entregado os presentes"; "A menina já tinha entregado o bilhete"; "Novos cartões são entregues todas as manhãs"; "A encomenda está entregue".

A presidente disse que é na saúde onde estão os melhores médicos




O título apresenta um erro que, muitas vezes, passa despercebido para nós. O pronome relativo "onde" só deve ser utilizado quando se refere a lugares físicos, locais, ou alguma referência de lugar. Por exemplo: A escola onde eu estudei foi reformada. Nesse caso, "onde" se refere a escola, que é um lugar físico. Em situações como a do título, os pronomes relativos que podem ser utilizados são: no qual, na qual, nos quais, nas quais, em que.

Eu negocio ou negoceio? Ela se maquia ou maqueia?




As dúvidas acima são muito comuns. Na hora de falar, muitas vezes sai de qualquer jeito, mas na hora de escrever o bicho pega. Nos dois casos, a primeira forma é a correta. A explicação é a seguinte: verbos que terminam em "iar" são classificados pela norma como regulares, portanto a forma até o 'i' permanece. Outros exemplos: premio, crio, aprecio, arrepio, guio, etc. — sempre na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Há cinco exceções a essa regra: Mediar, Ansiar, Remediar, Incendiar e Odiar (lembradas pela sigla MARIO). Quando conjugados, ficam: medeio, anseio, remedeio, incendeio e odeio.

Ela está querendo se aparecer




A frase do título está incorreta, mas é outro erro comum entre os brasileiros. Acontece que o verbo "aparecer" é intransitivo, ou seja, não admite nenhum tipo de complemento. Além disso, ele está dentro da lista dos verbos que jamais podem ser usados com pronomes ("se"). Não podemos aparecer ninguém, nem aparecer a nós mesmo, certo? Portanto a forma correta dessa frase seria: "Ela está querendo aparecer".

Dever ou Deveres




Muitas pessoas não sabem que os significados dessas duas palavras são diferente. Mas não tem problema, a gente explica: "dever" significa obrigação; "deveres" (sempre no plural) são tarefas. Quando alguém diz: "não fiz o dever de matemática" está usando a palavra errada. O correto seria: "Não fiz os deveres (tarefas) de matemática". Para entender melhor pense: "dever" (obrigação) se cumpre; "deveres" (tarefas) se fazem. Por exemplo: "O dever de cada estudante é fazer seus deveres escolares".

Pastelzinhos ou pasteizinhos?




Na hora de colocar o diminutivo -zinho no plural começa a confusão. Mas é muito simples resolver o problema: é só lembrar que a palavra, antes de ir para o diminutivo, deve ir para o plural, e o último "s" deve ser excluído. Vamos fazer passo a passo? Primeiro, coloque no plural: "pastel" vira "pastéis". Depois, remova o "s": pastei. E, enfim, acrescente o -zinhos: "pasteizinhos". Outros exemplos: pãezinhos, limõezinhos, caracoizinhos, aneizinhos.

É/são meio-dia e meio/meia?




O título acima contém uma pegadinha que aparece em muitas provas de vestibular e concursos. Acontece que, quando vamos informar as horas, costumamos dizer: são x horas e x minutos. Mas tanto para o "meio-dia" quanto para "uma hora", devemos dizer: é meio dia/é uma hora da tarde; pois o verbo deve concordar em número (plural ou singular) com as horas. Um outro equívoco comum é dizer: meio-dia e meio. O correto seria "meia" porque estamos nos referindo à metade de uma "hora", que é um substantivo feminino.

A situação está russa ou ruça?




O caso acima é mais um em que falar não é o problema, e sim escrever. Apesar de parecer errada, a palavra "ruça" existe e tem um significado diferente de "russa". Quando essa segunda palavra aparece, ela nos remete a algo ou alguém originário da Rússia. "Ruça" é o correto para quando queremos dizer que a situação está feia. Já "ruço" seria uma cor pardacenta, escura; e também se refere a algo que está ficando velho.

O encontro agradou a todos




O verbo agradar tem dois significados: fazer carinho, mimar ou corresponder à expectativa, satisfazer. Como diferenciar os dois? É simples: quando o verbo tiver o sentido de fazer carinho, ele será transitivo direto, ou seja, não precisará de preposição. Quando estiver no sentido de satisfazer, será transitivo indireto, ou seja, pedirá preposição. No título, o sentido é de satisfazer. Por isso, está empregada a preposição "a". No sentido de mimar, temos o exemplo a seguir: "A mãe agrada o filho recém-nascido". Lembre-se: quem satisfaz alguém, agrada [a essa pessoa]; e quem faz carinho em alguém, agrada [essa pessoa].

Não existe fantasmas, ou existem?




Muitas pessoas confundem o verbo "existir" com o verbo "haver", que não se flexiona quando tem o sentido de "existir". Entretanto, o mesmo não vale para o verbo "existir". Ele é um verbo regular e sempre terá que concordar com o sujeito, mesmo quando não aparecer antes do verbo. Quando tiver dúvida, primeiro identifique o sujeito e reorganize a frase: "Fantasmas não existem". Portanto, o correto é: "Não existem fantasmas ". No caso do verbo "haver", ele não varia, pois não há sujeito na frase: "Não há fantasmas por aqui".

Quero trezentas(os) gramas de presunto, por favor.




Quando nos referimos a quilo, é importante perceber que a palavra "grama" é um submúltiplo de "quilograma". Muitas vezes nos confundimos ao empregar a palavra. Acontece que o termo "grama", quando é usado em referência a massa é um substantivo masculino. Portanto, o correto é: "Quero trezentos gramas de presunto, por favor". É importante lembrar que o mesmo vocábulo também pode se referir à espécie vegetal muito usada em jardins. Nesse sentido, ele é um substantivo feminino: "Por favor, não pise na grama".

Aonde ou onde




As palavras "aonde" e "onde" geram muita confusão. Mas a pegadinha pode ser resolvida com uma dica simples. Como a palavra "aonde" é a junção da preposição "a" com o advérbio "onde", e indica direção e movimento. Sempre que tiver dúvida entre usar "onde" e "aonde", empregue a expressão "a que lugar" e veja se a frase segue gramaticalmente correta. Se não estiver, você deve usar "onde". Exemplo: "Aonde (A que lugar) ele pretende chegar?". Já a palavra "onde" aparecerá em frases que indiquem um lugar fixo. Exemplo: "Trabalho onde poucos gostariam de trabalhar".